Policlínica Metropolitana atende quase 7 mil pessoas em menos de uma semana


Oferecendo consultas e exames a pessoas com sintomas leves de doença respiratória, a unidade vem garantindo eficiência no atendimento

Em menos de uma semana de funcionamento exclusivo para casos de síndrome respiratória aguda, por determinação do governo do Estado, a Policlínica Metropolitana, em Belém, já atendeu quase 7 mil pessoas. Somente no último domingo (26), 1.134 pacientes com sintomas passaram pela unidade em busca de diagnóstico e orientações médicas sobre Covid-19. Até as 11 h desta segunda-feira (27), o número parcial era de 600 atendimentos.

A capacidade na Policlínica é de mil atendimentos diários. Entretanto, a equipe profissional tem conseguido ultrapassar essa marca, diante da procura intensa pela população. “Atendemos pacientes com sintomas leves, mas que precisam ser vistos por um médico para a realização de exames de imagem ou de sangue, além da prescrição medicamentosa. Vale ressaltar que a nossa unidade não é um pronto-socorro. Montamos uma contingência para atender a baixa e média complexidade da Covid-19. Assim, pacientes com muita falta de ar ou que estejam já desfalecendo, são triados por um médico na porta de entrada e encaminhados às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento)”, explicou Sipriano Ferraz, médico coordenador de Contingência da Policlínica.

Fluxo - A adoção de um sistema eficiente de triagem - considerando a condição geral do paciente - tem possibilitado o serviço para um elevado número de pessoas na Policlínica. O modelo foi implantado logo após as primeiras 24 horas de atendimento exclusivo para doenças respiratórias agudas, a fim de classificar os sintomas e identificar os perfis dos casos. “O paciente passa por vários pontos dentro do fluxo de atendimento, de forma a deixá-lo linear e prático, buscando direcionar o diagnóstico no menor tempo possível. Ou seja, quanto mais eficiente a Policlínica é, mais pacientes ela consegue atender, quando se analisa o fluxo rotativo e a capacidade operacional total”, detalhou o médico.

Antes mesmo do cadastro do paciente, ele já passa por avaliação médica, ainda no portão de acesso. Com base nos sintomas e no nível do oxigênio no sangue, o paciente pode ser encaminhado para UPA (se estiver muito grave) ou passar para nova triagem (se estiver estável). A conduta de tratamento é definida em outro atendimento médico, considerando a necessidade de exames laboratoriais, raio X ou tomografia de tórax. Os pacientes podem ser liberados para isolamento em casa ou internação em hospitais.

O diagnóstico de Covid-19 é baseado nos exames de imagem. “Como não fazemos sorologias, temos usado a tomografia computadorizada de tórax para avaliar o grau de comprometimento pulmonar dos casos suspeitos. É como ‘olhar o pulmão por dentro’. Temos uma equipe de radiologistas que libera os laudos na hora”, informou Sipriano Ferraz.

Atenção aos sintomas - Entretanto, como o comportamento do novo Coronavírus varia a cada paciente, é importante ficar atento aos sintomas da doença. Uma pessoa com boa saúde geral, ao ser avaliada inicialmente, ainda pode apresentar agravamento conforme a evolução da doença e a resposta ao tratamento.

O perfil adotado na Policlínica é para a fase inicial da Covid-19, com sintomas leves, sem falta de ar intensa. Prontos-socorros e UPAs são equipados para estabilizar pacientes de urgência, e os hospitais de campanha e referência para internação.

A Policlínica Metropolitana funciona nos sete dias da semana, das 7 às 19 h. Os portões podem ser fechados mais cedo para garantir o atendimento a todos os pacientes que já estejam na unidade.

 

Fonte: Agência Pará (https://agenciapara.com.br/noticia/19183/)